As dificuldades das tropas de Napoleão em cercar Almeida
Quando os franceses estavam prontos para cavar as trincheiras ao redor de Almeida, mais precisamente defronte ao baluarte de São Pedro, encontraram muitas dificuldades, “pois Almeida assenta sobre um planalto de granito nu, com apenas 60 a 90 centímetros de terra a cobrir a camada dura que se encontra por baixo” (OMAN, 1908, p. 267).
Perante a impossibilidade de perfurar o solo para se protegerem do fogo da artilharia portuguesa, os sapadores franceses do 6.º Corpo foram obrigados a construir para cima. “O primeiro paralelo foi traçado a uma distância de apenas 450 metros das muralhas; a sua conclusão foi muito difícil, devido à pouca profundidade do solo, e teve de ser construído com gabiões e sacos de areia, em vez de ser escavado no subsolo rochoso. Em muitos locais, afloramentos rochosos vieram à superfície e tiveram de ser dinamitados pelos sapadores para permitir a formação de uma vala, ainda que pouco profunda” (OMAN, 1908, p. 272).
Mesmo com estas dificuldades, “entre os dias 17 e 24, foram construídas nada menos que onze baterias ao longo do primeiro paralelo e estavam armadas com mais de 50 canhões pesados. No dia 24, os portugueses conseguiram impedir o início da construção do segundo paralelo, expulsando os operários antes que se pudessem abrigar no solo pedregoso”. Entretanto, “às seis horas da manhã do dia 26 de agosto, todas as baterias estavam concluídas e abriram fogo” (OMAN, 1908, p. 272).
E então, o dia 26 de agosto tornar-se-ia num dia cuja memória permanecerá viva para sempre.
Referência bibliográfica:
OMAN, Charles (1908). A History of the Peninsular War [Em linha]. Oxford: At the Clarendon Press, vol. III, pp. 267–272. [Consult. 15 jun. 2026]. Disponível em: https://www.gutenberg.org/files/55231/55231-h/55231-h.htm#FNanchor_317.



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