Sabias que… desde a mais remota antiguidade, o pão era o elemento primordial na alimentação do homem e, consequentemente, dos Exércitos?
Em Portugal, as províncias da Estremadura, Beira e Alentejo consumiam pão de milho a que, algumas vezes, adicionavam farinha de trigo para o tornar mais leve. No Norte, o pão de centeio e cevada eram os mais utilizados. O pão de trigo era apenas consumido nas grandes cidades e classes mais abastadas.
Nos exércitos da época das Invasões Francesas, o pão era o principal elemento das rações diárias. Em termos logísticos, sendo o pão um alimento facilmente degradável, não era conservado nos depósitos, nem enviado para muito longe do local onde era cozido. Por esse motivo, era, muitas vezes, substituído por bolacha que, depois de cozida, durava muito mais tempo e, sendo a ração de menor peso, implicava menos problemas de transporte. No entanto, não era muito apreciada pelos soldados.
Dado o estado de penúria em que os franceses deixaram o país, quando se iniciou a revolta e com a chegada do exército britânico, a dificuldade em satisfazer as necessidades do Exército tornaram-se logo evidentes. As tropas portuguesas, incapazes de assegurar o seu abastecimento, seja por falta de fundos seja pela inaptidão da Junta de Provimentos, apelavam aos ingleses para assegurar o fornecimento de pão.
Referência bibliográfica:
SANTOS, José Manuel Alves dos — A Administração na Guerra Peninsular. Casal de Cambra: Caleidoscópio – Edição e Artes Gráficas, S.A., 2010, p. 189.




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