As mulheres que acompanhavam os exércitos de Napoleão
“Todos os exércitos, desde a Antiguidade, eram acompanhados por grupos de não combatentes: criados, escudeiros, esposas, filhos, mercadores, músicos, prostitutas, vendedores ambulantes e outros viajantes aventureiros.
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O termo cantinière, palavra francesa que só entrou em uso em meados do século XVIII e que vem originalmente do latim cantina (adega). Inicialmente designava uma taberneira numa cidade de guarnição militar, mas acabou por ser aplicado livremente às vivandières, tornando-se os dois termos sinónimos e intercambiáveis.
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Estas vivandeiras ou cantineiras ocupam um lugar quase lendário nos anais da Grande Armée de Napoleão — mulheres corajosas e resistentes que enfrentavam balas e explosões para sustentar os soldados com pequenos cálices de aguardente, enquanto estes combatiam e marchavam em direção à glória.
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As pessoas que nunca passaram falta do essencial na vida não conseguem imaginar a importância que uma garrafa de vinho ou um copo de aguardente podem ter em determinados momentos. Uma cantineira experiente guardava sempre uma pequena reserva para os oficiais; conservava-a para as grandes ocasiões, o que duplicava — ou até triplicava — o valor do serviço prestado.”
Referência bibliográfica:
CROWDY, Terry (2021). Napoleon’s Women Camp Followers. Oxford: Osprey Publishing.



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