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Um almeidense que chegou a Tenente-Rei

há 2 dias
2 min de leitura

A noroeste da Praça-forte de Almeida, no Revelim Doble, impressionante obra ao estilo Vauban, encontramos várias lápides dispostas ao longo da contraguarda de proteção do reduto. De entre todas, destaca-se o túmulo de Manoel Ferreira da Cunha, militar condecorado com a Cruz Geral de Campanha e com a Ordem Militar de S. Bento de Avis.

Nascido em Almeida em 1786, Manoel Cunha seguiu a carreira militar, iniciando-se como soldado voluntário no Regimento de Cavalaria n.º 11 em 1803. Em 1807 era porta-estandarte, tendo sido promovido em março de 1810 a alferes e em dezembro do mesmo ano a tenente. Atingiu a patente de capitão pelo Decreto de 15 de dezembro de 1814, foi major graduado, por Decreto de 9 de julho de 1827 no seu regimento de Cavalaria n.º 11, e major efetivo a 6 de agosto de 1832. A 30 de novembro de 1832 foi tenente-coronel graduado e, a partir de 25 de julho de 1833, passou a tenente-coronel efetivo. A 5 de setembro de 1837 foi promovido a coronel graduado, chegando a coronel efetivo, e por fim a Tenente-Rei da Praça de Almeida a 20 de março de 1838.

Fez campanha da Guerra Peninsular, tendo-se recusado a servir o governo de D. Miguel. Juntamente com o seu Regimento, a 26 de maio de 1828, rebelou-se e emigrou para a Galiza, rumando para Inglaterra. A 16 de fevereiro de 1829 desembarcava na Ilha Terceira, onde serviu, regressando ao continente com o exército “Libertador” de D. Pedro IV, tomando papel em todos os combates do Cerco do Porto. A 21 de fevereiro de 1841 falecia em Almeida, com os seus 56 anos de vida e 37 de serviço.


Referência bibliográfica:

CARVALHO, J. V. (1988) — Almeida: Subsídios para a sua História. 2 vols. Almeida: Câmara Municipal de Almeida.



 
 
 

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